domingo, novembro 14, 2010


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"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto.
Não sei sentir em doses homeopáticas.
Preciso e gosto de intensidade,
mesmo que ela seja ilusória e se não for assim,
prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres,
paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar.
Não sei brincar e ser café com leite.
Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma,
que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas histórias caso não possa vivê-las.
Porque eu acho sempre muitas coisas
- porque tenho uma mente fértil e delirante -
e porque posso achar errado - e ter que me desculpar -
e detesto pedir desculpas embora
o faça sem dificuldade se me provarem que
eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias; quero o amor [...];
quero o mais, o demais ou o nada.
Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira,
mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
(Gabriel García Márquez)

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